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Desde: 09/05/2009      Publicadas: 485      Atualização: 07/01/2011

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 Religião & Sustentabilidade

  22/11/2010
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Ecossistema e a Religião Yorubá

foto ilustrativa

Ecossistema e a Religião Yorubá
Ecossistema e a Religião Yorubá

A verdade Yorubá é trazer à humanidade seu resgate do ir e vir da vida humana no mundo.
O principal de tudo isso é própria conexão com a evidência da presença de Vida em toda existência que é também expressa através da ligação com Orisa. E Esse processo obedece todo um mecanismo, onde na falta de um item, é o suficiente para acabar com esse ciclo. Pois está ligado com energias poderosíssimas: Orisa-Homem-Natureza.
Somente através da Sabedoria Ancestral se pode reconhecer um processo eficiente como esse. Ele funciona, logo demonstra estar ligado com a própria natureza essencial do ser humano, nas pessoas e, em sincronismo, com os fluxos da Terra.
Nesse clima de "retorno ao mundo natural", de preocupação com a ecologia, o orixá quase inteiramente esquecido no Brasil vem sendo aos poucos recuperado. Trata-se de Onilé, a Dona da Terra, o orixá que representa nosso planeta como um todo, o mundo em que vivemos. O mito de Onilé pode ser encontrado em vários poemas do oráculo de Ifá, estando vivo ainda hoje, no Brasil, na memória de seguidores do candomblé iniciados há muitas décadas.
Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo.
A humanidade não sobreviveria sem Onilé.
Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orixás?
"Tudo está na Terra", disse Olodumare.
"O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo".
"Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte" (Portal Orixás)
Quanto a Tradição Africana:
No geral, os povos africanos consideram que o universo, está divido em duas porções: o visível e o invisível. Os seres humanos vivem no nível visível, o deus e os seres espirituais vivem no nível invisível. Há uma ligação entre os dois mundos. O deus e os seres espirituais que fazem sua presença no nível físico; e as pessoas se projetam para o nível espiritual através de deus e os divinizados. A religiosidade africana é muito sensível na questão sobre a dimensão espiritual.
Os seres espirituais explicam o "espaço antológico" entre seres humanos e Deus. Estes podem ser reconhecidos de formas diferentes, de que principais são: os divinizados e espíritos. Os divinizados foram criados por Deus, e alguns são também personificados de fenômenos e de objetos naturais principais tais como montanhas, lagos, rios, terremotos, trovão, etc.. Os espíritos podem ser considerados em duas categorias: divinos celestiais (céu) e do mundo. Os espíritos "divinos" são aqueles associados com os fenômenos e os objetos "divinos" tais como o sol, as estrelas, cometas, chuva e tempestades. E os "da terra" são em parte aqueles associados com os fenômenos e os objetos da terra, e em parte aqueles que são das pessoas após a morte (Egungun). (Ifatola)
Afirmando que toda essa religiosidade é baseada e estruturada na relação entre os seres humanos e a natureza. As plantas, os animais, os fenômenos naturais em geral e são manifestações do sagrado.
Na religião Yorubá, a cosmovisão também no Candomblé, a liturgia e a leitura dos seres humanos na sua singularidade são toda em cima dos fatos e fenômenos naturais. As relações entre os seres humanos e a natureza são indissolúveis e essenciais: "sem folha, não há o culto em si, não há vida, não há nada".
Já que esta questão está posta desta maneira tão incontornável no universo Yorubá, porque mesmo é importante refletirmos aqui sobre esta relação entre a religiosidade e a ecologia? Talvez seja este o ponto de partida de tudo, porque a história da nossa sociedade e de todo o ocidente é a história da dicotomia entre cultura e natureza e, até mesmo, a história da cultura contra a natureza, a favor do domínio da natureza.
O capitalismo e permitiu o desenvolvimento fantástico das forças produtivas e do conhecimento. Mas, hoje, estamos diante de um impasse. Estamos diante da possibilidade de um desequilíbrio ambiental sem retorno em conseqüência da ação humana. Não podemos descartar que esse desequilíbrio venha a inviabilizar a vida no planeta. Os impactos sociais e ambientais do desenvolvimento acabaram por nos colocar neste ponto ameaçador. A elevação da temperatura da terra, a destruição de ecossistemas inteiros, o desaparecimento diário de milhares de espécies, a redução vertiginosa dos estoques de água potável são sintomas dessa crise ambiental global, um verdadeiro desafio para toda a humanidade.
É nesse sentido que falamos de uma aliança entre os religiosos Africanos, Afros descendentes e Afros brasileiros e o movimento ambientalista.
"Somos mais que aliados".
Somos precursores do ambientalismo, somos uma reserva cultural. O ponto de vista do Yorubá é mais profundo. Não se trata de defender. O Yorubá reverencia, louva, reconhece o sagrado, a manifestação do divino na natureza. Neste sentido, seremos uma reserva cultural para a mudança que precisamos fazer para termos uma sociedade sustentável, ou seja, fraternal, justa, tolerante com as diferenças humanas, porque as compreende e porque respeita as outras formas de vida e a natureza em geral.
Os Terreiros Brasileiros de Candomblé são, ao mesmo tempo, espaço de tradição, base de resistência e lugar de renovação. A influência difusa do Candomblé no conjunto da sociedade brasileira tem contribuído para muitas das qualidades da sociedade brasileira. A questão ecológica demanda uma ampliação dessa influência.
Quem vive o candomblé profundamente e real sente e se relaciona com a natureza de um modo especial. É capaz de olhar para as folhas imóveis de uma paisagem com devoção, sem sentir a ansiedade deprimida que está na base do desejo de dominação que move o "progresso" do ocidente há pelo menos quinhentos anos. Ao contrário, a quietude parece nos propor uma convivência solidária entre distintos, um religamento como um todo, uma espiritualidade que propicia o culto e o mergulho no mistério da vida.
Este sentimento de pertencimento possibilita a transcendência, permite que a razão se relacione com outras estruturas cognitivas e cria as condições para uma visão de mundo que tem o ser humano como ponto de partida, mas jamais como centro do universo. -Texto Adaptado-Fonte (Secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, no Seminário Candomblé, Saúde e Axé-SALVADOR, 12 DE DEZEMBRO DE 2003)
Bem por isso que ainda acreditamos na consciência de cada um de nossos religiosos... e levantamos essa bandeira em prol de toda da humanidade e da própria religião....
Generalizando:
Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividades humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
-Ecologicamente correto;
-Economicamente viável;
-Socialmente justo; e
-Culturalmente aceito.
Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
"Tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte"



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