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GAZETA MOGBA NEWS
Desde: 09/05/2009      Publicadas: 485      Atualização: 07/01/2011

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 Orisas

  02/06/2009
  1 comentário(s)


OSUN & OLOGUN-ÉDÉ

Senhora dos Rios e seu filho Senhor da Pesca

OSUN & OLOGUN-ÉDÉ
ORISA OSUN
Dona das águas. Na áfrica, mora no rio Osun. Senhora da fertilidade, da gestação e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescantes. Jovem e bela mãe, mantém suas características de adolescente.
Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer. Coquete e vaidosa, é a mais bela das divindades e a própria malícia da mulher-menina. É sensual e exibicionista, consciente de sua rara beleza, e se utiliza desses atributos com jeito e carinho para seduzir as pessoas e conseguir seus objetivos.
Quando Orunmilá estava criando o mundo, escolheu Osun para ser a protetora das crianças. Ela deveria zelar pelos pequeninos desde o momento da concepção, ainda no ventre materno, ate que pudessem usar o raciocínio e se expressar em algum idioma. Por isso, Osun é considerada o orisa da fertilidade e da maternidade.
Por sua beleza, Osun também é tida como a deusa da vaidade, sendo vista como uma orixá jovem e bonita, mirando-se em seus espelhos e abanando-se com seu leque (abebê ).

Arquétipos: São pessoas graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. São o símbolo do charme e da beleza. Voluptuosos e sensuais. Sob a aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social.
No tempo da criação, quando Osun estava vindo das profundezas do orun, Olodumare confiou-lhe o poder de zelar por cada uma das crianças criadas por Orisa, que nasceriam na terra. Osun seria a provedora de crianças. Ela deveria fazer com que as crianças permanecessem no ventre de suas mães, assegurando-lhes medicamentos e tratamentos apropriados para evitar abortos e contratempos antes do nascimento ... Não deveria encolerizar-se com ninguém a fim de não recusar crianças a inimigos e conceder gravidez a amigos. Foi a primeira Iyami encarregada de ser Olutoju awo omo - aquela que vela por todas as crianças e Alawoye omo - a que cura crianças.
Em seus oriki assim é evocada
Osun, graciosa mãe, plena de sabedoria!
Que enfeita seus filhos com bronze
Que fica muito tempo no fundo das águas gerando riquezas
Que se recolhe ao rio para cuidar das crianças
Que cava e cava a areia e nela enterra dinheiro
Mulher poderosa que não pode ser atacada
Mulheres louvam a fertilidade trazida por Osun, repetindo: Yeye o, yeye o, yeye o. Oh, graciosa mãe, oh, graciosa mãe, oh, graciosa mãe! Alguns mitos referem-se a ela como Osun Osogbo - Osun da cidade de Osogbo, outros enfatizam sua proximidade com Ologunede, ora apresentado como filho, ora como mensageiro, havendo entre ambos tão estreita relação que chegam a ser considerados complementares. Outros mitos, ainda, a apresentam como esposa de Ifá. E aqueles que a apresentam como esposa de Sangô narram que ao tomar conhecimento da morte do marido, ficou desesperada, transformou-se num rio. Bastante cultuada em Osogbo, é considerada também, a divindade protetora de Abeokuta. Seus devotos freqüentemente dedicam-lhe um córrego ou rio, chamando-o de odo Osun - rio de Osun, ao lado do qual colocam o santuário. Chamada mãe das crianças, a ela pertence a fertilidade de homens e mulheres. Todo ano, por ocasião do festival realizado em sua homenagem, mulheres estéreis tomam água de seu santuário esperando retornar no ano seguinte com os filhos por ela concedidos, para agradecerem a graça alcançada. Não apenas a fertilidade pertence a Osun. A prosperidade também. Além disso, confere a seus devotos a desejada proteção contra acontecimentos adversos. Assim sendo, é invocada nas mais distintas circunstâncias, pois não há o que não possa fazer para ajudar seus devotos. Os sacerdotes de Osun, normalmente, trançam os cabelos de modo feminino e usam colares feitos de contas transparentes da cor do âmbar, tornozeleiras, braceletes e diversos objetos de bronze e metais amarelos. Seu assentamento guarda o ota (pedra); uma espada de metal amarelo ou um leque; uma tornozeleira; alguns búzios; moedas; pente, peregun; tecido branco. Ao lado fica um pote de água com seu axé. Em muitos assentamentos encontramos, também, estatuetas representando uma mulher de cabelos trançados, segurando um bebê ou amamentando. É comum encontrarmos o assentamento de Ologunedé junto ao de Osun. Aceita em sacrifício: galinha, gin, osun (espécie de giz vermelho), obi, ole (prato preparado com feijão moído), akara (bolinho parecido com o acarajé brasileiro) e eko (mingau preparado com amido de milho branco).

ORISA OTYN & OLOGUN-ÉDÉ
Oke, rei da cidade de Otã, tinha uma filha. Ela nascera com 4 seios e era chamada de Otyn. O rei Oquê adorava sua filha e não permitia que ninguém soubesse de sua deformação. Este era o segredo de Oke, este era o segredo de Otyn. Quando Otyn cresceu, o rei aconselho-a a nunca se casar, pois um marido, por mais que a amasse, um dia se aborreceria com ela e revelaria ao mundo seu vergonhoso segredo. Otyn ficou muito triste, mas acatou o conselho do pai. Por muitos anos, Otyn viveu em Igbajô, uma cidade vizinha, onde trabalhava no mercado. Um dia, um caçador chegou ao mercado, e ficou tão impressionado com a beleza de Otyn, que insistiu em casar-se com ela. Otyn recusou seu pedido por diversas vezes, mas, diante da insistência do caçador, concordou, impondo uma condição: o caçador nunca deveria mencionar seus quatro seios a ninguém. O caçador concordou, e impôs também sua condição: Otyn jamais deveria por mel de abelhas na comida dele, porque isso era seu tabu, seu euó.

Por muitos anos, Otyn viveu feliz com o marido. Mas como era a esposa favorita, as outras esposas sentiram-se muito enciumadas. Um dia, reuniram-se e tramaram contra Otyn. Era o dia de Otyn cozinhar para o marido; ela preparava um prato de milho amarelo cozido, enfeitado com fatias de coco, o predileto do caçador. Quando Otyn deixou a cozinha por alguns instantes, as outras sorrateiramente puseram mel na comida. Quando o caçador chegou em casa e sentou-se para comer, percebeu imediatamente o sabor do ingrediente proibido. Furioso, bateu em Otyn e lhe disse as coisas mais cruéis, revelando seu segredo: "Tu, com teus quatro seios, sua filha de uma vaca, como ousaste a quebrar meu tabu?"A novidade espalhou-se pela cidade como fogo. Otyn, a mulher de quatro seios, era ridicularizada por todos.Otyn, fugiu de casa e deixou a cidade do marido

Voltou para sua cidade, Otã, e refugiou-se no palácio do pai. O velho rei a confortou, mas ele sabia que a noticia chegaria também a sua cidade. Em desespero, Otyn fugiu para a floresta. Ao correr, tropeçou e caiu. Nesse momento, Otyn transformu-se num rio, e o rio correu para o mar. Seu pai, que a seguia, viu que havia perdido a filha. Lá ia o rio fugindo para o mar. Querendo impedir o Rio de continuar sua fuga, desesperado, atirou-se ao chão, e, ali onde caiu, transformou-se em uma montanha, impedindo o caminho do rio Otyn para o mar.Mas Otyn contornou a montanha e seguiu seu curso.Oquê, a montanha, e Otyn, o rio, são cultuados até hoje em Otã. Odé, o caçador, nunca se esqueceu de sua mulher.
Estava Osossy o rei da caça a caminhar por um lindo bosque em companhia de sua amada esposa Osun, dona da beleza da riqueza e portadora dos segredos da maternidade. Quando de seu passeio, foi avistado por Osun um lindo menino que estava a beira do caminho a chorar, encontrando-se perdido. Osun de pronto agrado, acolheu e amparou o garoto, onde surgiu nesse exato momento uma grande identificação, entre ele, Osun e Osossy. Durante muitos anos Osun e Osossy, cuidaram e protegeram-lhe, sendo que, Osun procurou durante todo esse tempo a mãe do menino, porém sem sucesso, resolveu tê-lo como próprio filho. O tempo foi passando e Osossy, vestiu o menino com roupas de caça e ornamentou-o com pele de animais, proveniente de suas caçadas. Ensinou a arte da caça, de como manejar e empunhar o arco e a flecha, ensinou os princípios da confraternidade para com as pessoas e o dom do plantio e da colheita, ensinou a ser audaz e a ter paciência, a arte e a leveza, a astúcia e a destreza, provenientes de um verdadeiro caçador. Osun por sua fez, ensinou ao garoto o dom da beleza, o dom da elegância e da vaidade, ensinou a arte da feitiçaria, o poder da sedução, a viver e sobreviver sobre o mundo das águas doces, ensinou seus segredos e mistérios. Foi batizado por sua mãe e por seu pai de Ologun Edé, o princípe das matas e o caçador sobre as águas. Viveu durante anos sobre a proteção de pai e mãe, tornando-se um só, aprendendo a ser homem, justo e bondoso, herdando a riqueza de Osun e a fartura de Osossy, adquirindo princípios de um e de outro, tornando-se herdeiro até nos dias de hoje de tudo que seu pai Osossy carrega e sua mãe Osun leva. Esse éOlogun Edé. Ologun Edé era um faceiro caçador. Erinlé o conheceu e foram caçar juntos. Eram filho e pai, mas um do outro não sabia. Ologun Edé era muito sedutor e Erinlé se apaixonou por ele. Ambos caçam mais que todo mundo; eram os dois os maiores dos Odes. Ologun flechava todos os pássaros, mas respeitava os pássaros das feiticeiras. Com as Yiá Mi Osorongá tinha esse pacto e delas guardava alguns segredos. Levava a tiracolo um adô que ganhara das velhas bruxas, um bornal repleto de formulas mágicas e mistérios. Um dia Ologun Edé se distraiu e Erinlé matou o pássaro proibido.
As Yiá Mi imediatamente se vingaram e mandaram um feitiço que cegou a ambos. Ologun Edé então abriu o adô que carregava e retirou o mistério das Yiá Mi. Pôde com ele devolver a Erinlé a luz do sol e o brilho das estrelas. Cego, partiu Ologun seguido por Erinlé e acabaram chegando a lagoa onde Osun se banhava e lavava suas pulseiras. Ologun Edé aproximou a mãe do companheiro e dentro d"água um amor antigo renasceu. Dessa nova união de Erinlé e Osun nasceu um novo rio, o rio Inlé, e nasceu um peixe que foi montado por Ologun. Nas águas de Inlé nadou o peixe e levou Ologun Edé para as profundezas. Foi lá que Ologun Edé conheceu Yemanjá, que adotou e lhe deu riquezas do seu reino. Nas margens desse rio ele vive, desde então, por certo tempo, voltando a viver na mata no tempo seguinte. Ologun Edé, o caçador das matas, ganhou assim os peixes de Yemanjá.


O texto é tradução de uma matéria produzida por Kunle Ogunfuyi para o jornal nigeriano This Day Online.
  Autor:   Mogba Klaudio


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